segunda-feira, 2 de maio de 2011


Luis Fernando Veríssimo

Vinícius de Moraes




Amo-te tanto meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te enfim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude. 


Carlos Drummond de Andrade



Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
E nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo,
Amor é estado de graça
E com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
É semeado no vento,
Na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
E a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
Bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
Não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
Feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
E da morte vencedor,
Por mais que o matem (e matam)
A cada instante de amor.


Tenho um sentimento por ti diferente
Uma paixão, que no peito é ardente
Sem pensar falo coisas que eu não sei dizer
Isso só acontece quando estou junto com você
Você é o meu único desejo
Você e o meu único vicio
Eu sei o que eu vi em você
Mais eu com poucas palavras não sei dizer
Acho que é amor acho que é querer
Essa paixão Jamais irei esquecer .
Sempre que puder te dou carinho,
Sempre que quiser, me deixe amar você.
Sempre que chorar te dou a mão,
Sempre que esquecer te farei lembrar,
que por mais difícil que a vida seja,
estarei por perto quando precisar.
Mesmo que as horas passem,
serás pra sempre a meu menino,
mesmo que o tempo acabe,
serei fiel enquanto exista o amor.
E ainda que seu nome eu grite,
em cada verso eu faço uma canção,
Pois é impossível esquecer você,
Esta gravado em meu coração.